Chegou a hora do mata-mata. Brasil e Japão se enfrentam nesta segunda-feira em confronto decisivo pela fase de 16 avos de final da Copa do Mundo, uma novidade nesta Copa de 48 seleções. Primeiro colocado do Grupo C, a seleção brasileira tem um retrospecto positivo contra adversários asiáticos. A principal novidade do time de Carlo Ancelotti é o meia-atacante Neymar, que está totalmente recuperado de uma lesão na coxa direita. Aos 34 anos, o jogador joga o seu último Mundial. Já o atacante Raphinha não viajou para Houston com o restante da delegação. Ele continua em tratamento intensivo para se recuperar de uma lesão na coxa direita. É pouco provável que ele se recupere a tempo de voltar ao Mundial.

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O Japão também tem atletas com problemas físicos. O capitão e zagueiro Ko Itakura saiu de campo na partida contra a Suécia com dores musculares. Ele é dúvida. A única boa notícia é que o habilidoso meia Takefusa Kubo voltou a treinar com bola e poderá ser escalado ao menos para o segundo tempo. O jogador foi fundamental nas Eliminatórias Asiáticas, fazendo quatro gols e dando oito assistências em 11 partidas. Além dele, os samurais azuis contam com jogadores de destaque como o meio-campista Ritsu Doan e o atacante Ayase Ueda. Os dois foram essenciais no empate de 2 a 2 contra a forte Holanda na primeira rodada da Copa.

🏆 Competição: Copa do Mundo, 16 avos de final                                                          📅 Data: 29 de junho
⏰ Horário: 14h de Brasília
📺 Onde assistir: Globo, SBT, SporTV, CazéTV, GETV e N Sports                                        🏟️ Estádio: NGR Stadium, Houston (EUA)

Após um frustrante empate contra Marrocos, a seleção brasileira conseguiu duas vitórias expressivas contra Haiti e Escócia. O Brasil se classificou para enfrentar o Japão. É o mais duro rival da seleção até agora. Se perder, volta para casa. Em caso de empate, tem prorrogação e pênaltis. Adversário é qualificado e tem bom elenco. Os japoneses estão também invictos no Mundial. O vencedor se classifica para as oitavas de final.

Brasil

Após um ciclo desastroso, a seleção brasileira se classificou nas Eliminatórias Sul-Americanas na quinta posição, amargando seis derrotas em 18 jogos. O Brasil não pôde contar nos Estados Unidos com alguns dos seus principais jogadores, todos lesionados, como Rodrygo e Estevão. Contudo, a seleção de Carlo Ancelotti fez uma boa primeira fase em termos de resultados e se classificou como primeira colocada do Grupo C. O ataque com Vini Jr. e Matheus Cunha deu conta do recado e são os principais destaques da equipe.

Japão

Entre os 26 jogadores convocados pelo técnico Hajime Moriyasu, apenas três atuam no país. Todos os restantes estão no competitivo futebol europeu. O Japão venceu rivais de alto gabarito antes do Mundial, como Alemanha, Espanha, Inglaterra e o próprio Brasil, já sob o comando de Ancelotti, em amistoso na cidade de Tóquio. Com uma boa base, os samurais azuis fizeram uma primeira fase correta. Na estreia, empataram com a forte Holanda (2 a 2), venceram a frágil Tunísia (4 a 0) e empataram novamente com a Suécia (1 a 1). O meio-campista Daichi Kamada e o atacante Ayase Ueda são os artilheiros do time com dois gols cada.

O time de Ancelotti adotará uma postura de controle de bola e agressividade ofensiva pelas pontas. O foco está em Vini Jr. e Rayan para alargar a linha defensiva adversária. O objetivo é atrair os japoneses e abrir espaços para infiltrações por dentro. Já o Japão, do técnico Hajime Moriyasu, atuará com uma organização coletiva e transições velozes. Ele está no comando do Japão há oito anos.

Jogador decisivo: Vini Jr.

Provável estratégia: o atacante está em grande fase e marcou quatro gols nos três jogos da seleção brasileira no Mundial. O camisa 7 atuará como um ponta-esquerda agudo e vertical, explorando as costas dos defensores japoneses. Vini Jr. jogará ao lado de Matheus Cunha e Rayan tentando vencer a defesa japonesa com velocidade e oportunismo.

Brasil Vini Júnior curte o seu momento de goleador, baila na comemoração e comanda a classificação do Brasil
Em ótima fase, atacante e ponta-esquerda Vini Jr. é o artilheiro e protagonista do Brasil na Copa do Mundo / Instagram

BRASIL: Alisson: Danilo: Marquinhos: Gabriel Magalhães e Douglas Santos: Casimiro: Bruno Guimarães e Lucas Paquetá: Rayan, Matheus Cunha e Vini Jr. Técnico: Carlo Ancelotti

JAPÃO: Zion Suzuki: Hiroki Ito: Shingo Taniguchi e Tsuyoshi Watanabe: Ritsu Doan: Daichi Kamada: Keito Nakamura: Kaishu Sano e Daizen Maeda: Junya Ito e Ayase Ueda. Técnico: Hajime Moriyasu

As duas seleções lutam por uma vaga nas oitavas de final. Após um ciclo turbulento, o Brasil quer se confirmar como uma das favoritas ao título. Já o Japão está em um bom momento e também sonha chegar pelo menos às quartas de final, onde o time asiático nunca esteve em Mundiais. Mas quem perder volta para casa no primeiro avião.

Brasil e Japão já se enfrentaram 14 vezes ao longo da história. O retrospecto é bastante favorável aos sul-americanos: são 11 vitórias, dois empates e apenas uma vitória dos japoneses. Os brasileiros fizeram 37 gols e sofreram oito dos japoneses. O único encontro prévio em Mundiais aconteceu na fase de grupos da Copa de 2006, disputada na Alemanha, com goleada brasileira: 4 a 1. Os gols daquele jogo foram marcados por Juninho Pernambucano, Gilberto e dois de Ronaldo Fenômeno. Keiji Tamada marcou para os japoneses. A partida foi disputada no Estádio Signal Iduna Park, em Dortmund.

Três jogadores brasileiros já defenderam o Japão em Copas. Em 1998, o atacante Wagner Lopes foi o primeiro deles. Revelado pelo São Paulo, atuou por sete clubes japoneses e viveu a maior parte da sua carreira na Ásia. O meio-campista Alex Santos também jogou pela nipônica nas Copas de 2002 e 2006. Já o zagueiro Marcus Túlio foi titular na campanha da Copa do Mundo de 2010, disputada na África do Sul.

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