Está tudo certo entre Carlo Ancelotti e o presidente Samir Xaud, da CBF, para a renovação do contrato do treinador italiano até a Copa do Mundo de 2030. O processo de renovação já foi tratado dentro do prédio da entidade, na Barra, com sorrisos dos dois lados. Dinheiro também não é problema para as partes. Estima-se que o técnico receba R$ 60 milhões por ano, o que daria R$ 5 milhões por mês. No perído de quatro anos, a CBF pagaria R$ 240 milhões.
Durante a Copa do Mundo, seu atual contrato não sofrerá alteração, a não ser sobre a possibilidade de ele receber bônus em caso de conquista. Mas também isso já é tratado com muita naturalidade pela atual gestão da CBF. A premiação deve seguir o roteiro de fases. “A CBF não tem problemas para renovar e eu também não tenho problema para renovar. Quando há um entendimento e uma parte quer seguir, não tem problema. Antes ou depois (da Copa), vamos oficializar essa renovação. Mas o que falei para a CBF é que antes da Copa é mais barato, depois é mais caro. Tenho muita confiança”, disse Ancelotti, aparentemente confortável no cargo e no seu “novo” trabalho.

Ancelotti já foi auxiliar técnico da seleção italiana no período de 1992 e 1995, sob o comando de Arrigo Sacchi, mas nunca comandou um time nacional por conta própria. A seleção brasileira é o seu primeiro trabalho nesse sentido. O Brasil vai encarar na fase de grupos três rivais modestos: Marrocos, Haiti e Escócia.
Dez meses no Brasil
Ele assumiu o Brasil depois dos fracassos de seus antecessores, como Fernando Diniz e Dorival Júnior. A seleção corria risco de não se classificar para o Mundial deste ano, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México. Ancelotti chegou a ser sondado duas vezes para assumir o cargo. Antes de fechar com Samir Xaud, ele também foi procurado por Ednaldo Rodrigues, ex-presidente da entidade. Nos dois casos, o técnico comandava o Real Madrid.
Faz dez meses que Ancelotti está no comando da seleção. Ele teve tempo suficiente para conhecer todos os jogadores brasileiros de que precisa para jogar o Mundial. Disse que conhece bem todos eles. Com a sua chegada, o Brasil renovou a confiança e o prestígio no país e também na Europa. Ele é querido em todos os lugares. Mas está no cargo para fazer o Brasil hexacampeão. Ele mesmo já comentou sobre isso. “Sei o que estou fazendo e onde estou”, disse no passado para se referir ao novo trabalho na CBF.
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Sua renovação vai ser pelo período de quatro anos, até a Copa do Mundo de 2030. Ele passará pelas Eliminatórias Sul-Americanas desde o começo desta vez e estará na CBF para tentar melhorar as condições do time nacional. Pode fazer parte do seu novo trabalho a busca por jogadores e uma maior aproximação das seleções de base. Ancelotti mora no Rio, mas não está todo o tempo no Brasil. Ele passa períodos na Itália e na Inglaterra. Uma renovação dever reajustar o seu salário.





