Uma das estreantes na Copa do Mundo, a Jordânia é considerada um dos azarões deste Mundial. A meta do técnico Jamal Sellami é pontuar na estreia contra os austríacos na próxima terça-feira no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. Além dos dois países, o Grupo J ainda tem a atual campeã Argentina e o forte time da Argélia. Com bastante prestígio, o experiente treinador marroquino montou um time reativo com três zagueiros fixos. A escolha do comandante por uma formação defensiva fez a equipe subir de produção nas competições asiáticas.

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Com uma campanha irregular nas Eliminatórias, os “Nashama” (Cavaleiros Brancos) querem ter um desempenho convincente numa chave contra adversários com mais tradição na competição. Entre os 26 jogadores convocados, apenas dois atuam na Europa. O “motorzinho” do time é o meia-atacante Musa Al-Taamari que atua no Rennes, da França. Suas características físicas e técnicas fazem com que ele seja frequentemente apelidado de “Messi Jordaniano”.

Aos 29 anos, o meia-atacante Musa Al-Taamari, do Rennes, da França, é a principal referência da Jordânia / Instagram

No setor ofensivo, o principal nome é o atacante Ali Olwan, que foi o artilheiro da equipe nas Eliminatórias com nove gols. Nome de destaque do Al-Sailiya SC, do Catar, ele espera fazer um bom Mundial para receber a proposta de algum clube europeu. Aos 26 anos, o centroavante atua centralizado e tem no jogo aéreo como uma de suas principais armas contra as defesas adversárias.

Campeonato nacional frágil

A liga nacional da Jordânia não possuí o mesmo poder de investimento de outros centros do Oriente Médio como Arábia Saudita, Emirados Árabes e Catar. A maioria dos clubes locais sofrem com dívidas altas, gerando processos de jogadores e treinadores por salários atrasados. Muitas vezes, os atletas precisam boicotar treinos para receber os vencimentos. Nesse cenário, muitos nomes proeminentes preferem ir para outra atividade profissional.

Apesar da histórica classificação, seleção jordaniana tem limitação técnica e terá dificuldades na competição / Fifa

Ao contrário de outros países do Golfo Árabe ricos em petróleo, a economia da Jordânia é uma das menores da região e possui forte dependência de ajuda externa. Isso limita investimentos no esporte. O país estuda privatizar seus clubes para atrair empresas privadas. O campeonato local funciona como um intercâmbio de saída. Jovens ganham uma projeção e vão para ligas maiores, servindo como uma rampa de desenvolvimento técnico.

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A inédita classificação do país para o torneio mundial ajuda na supervalorização dos atletas locais. Jogadores locais estarão numa vitrine global e passam a valer mais no mercado internacional de transferências. Apenas pela participação na fase de grupos, a Associação de Futebol da Jordânia (JFA) recebe uma cota mínima de US$ 9 milhões.

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