Mais uma vez o técnico Fernando Diniz perdeu a cabeça e a razão com um de seus jogadores. Desta vez foi com Rayan. O atacante foi apontado como responsável pelo gol do Corinthians, o primeiro da vitória por 3 a 2 em São Januário, no Rio. O gesto foi visto na transmissão da partida. E pegou mal para o treinador, que deveria ser o mais equilibrado do Vasco. O que se viu, no entanto, foi um Diniz na contramão dessa estrada, descontrolado, aos berros e irresponsável diante de um colaborador. Se tivesse sido em uma empresa, o técnico seria acusado de assédio moral.

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Não é a primeira vez que Fernando Diniz se perde em comportamentos como esse. Ele se descabela quando alguma coisa não dá certo nos times que comanda. Na seleção brasileira, no pouco tempo em que esteve no comando, ele segurou a onda. Há quem diga que as broncas sem pé nem cabeça são apenas contra atletas menos expressivos. O que também não seria justo de sua parte.

Em imagens da Globo/GE, torcedor acompanhou a bronca de Fernando Diniz no atacante Rayan, do Vasco / Reprodução

Rayan estava bebendo água à beira do gramado quando teve de ouvir os impropérios de Diniz. E olha que não sou daqueles jornalistas puritanos que entendem que os palavrões não são coisas do futebol. Pelo contrário. Os gritos fazem parte do comando de um treinador, mas eles são genéricos para o time, ditos ao vento durante os 90 minutos de uma disputa. Diniz perde a razão quando dispara e escolhe uma vítima.

Diniz pode perder o vestiário

Também sabe que corre risco de perder o vestiário e os sorrisos dos jogadores se eles entenderem que o treinador passou do ponto e não pedir desculpas publicamente no próprio vestiário, de modo que todos possam ouvir as “m…” que fez. O jogador entende que ele pode ser o próximo a sofrer a ira do treinador em público. Portanto, o que Diniz fez não se faz. Corrigir erros, posturas, rotas e caminhos devem ser feitos dentro do vestiário, de forma tranquila e mais didática, até para que o jogador entenda o que está fazendo ou fez de errado e possa melhorar.

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Fernando Diniz não é dono do clube nem do vestiário. É preciso conversar numa boa. De modo que ele deve ter a atenção chamada pelo capitão e principais jogadores do time e também pelo diretor de futebol.

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