A segunda rodada da Copa do Mundo começou nesta quinta-feira em Atlanta num clima de mata-mata. Derrotadas na estreia, República Tcheca e África do Sul entraram em campo sabendo que uma nova derrota representaria um passo enorme rumo à eliminação precoce. Era uma partida que já carregava o clima de tensão típico dos jogos que é proibido perder, mesmo estando ainda na fase de grupos.
O resultado final, empate por 1 a 1, acabou prolongando a sobrevivência das duas seleções. Na prática, ninguém foi eliminado. Mas também não foi exatamente o desfecho que qualquer um dos lados desejava. O sétimo empate por 1 a 1 desta Copa do Mundo manteve tchecos e sul-africanos vivos na disputa por uma vaga na próxima fase, embora agora ambos cheguem à rodada derradeira pressionados pela necessidade de vencer.

A tensão que cercava o confronto ficou evidente durante quase toda a partida. O medo de errar falou mais alto do que a vontade de atacar. Jogando no limite emocional, as duas equipes acumularam passes errados, decisões precipitadas e dificuldades para construir jogadas ofensivas de qualidade. O cenário ficou ainda mais acentuado pelo gol relâmpago dos tchecos. Favorita no papel, a equipe europeia começou pressionando e encontrou sua recompensa logo aos cinco minutos. Após uma boa troca de passes no campo ofensivo, Sadílek recebeu livre dentro da área e bateu na saída de Williams para abrir o placar. Era exatamente o roteiro que os tchecos imaginavam antes da partida.
O problema é que, depois da vantagem, a equipe pareceu mais preocupada em proteger o resultado do que em ampliar a diferença. O time reduziu os riscos, baixou as linhas e passou a administrar o jogo sem a agressividade necessária para liquidar o adversário. A África do Sul, por sua vez, encontrou enormes dificuldades para transformar posse de bola em oportunidades reais. O primeiro tempo terminou com poucas emoções além do gol. A melhor chance sul-africana surgiu apenas em uma saída insegura do goleiro Kovár, que rebateu uma bola alçada na área sem que os africanos conseguissem aproveitar o vacilo.
Mais transpiração do que inspiração
Na etapa final, o panorama mudou pouco. O nervosismo continuou predominando sobre a inspiração. Quando o relógio caminhava para confirmar a vitória tcheca, porém, surgiu o lance que definiria a história da partida.
Aos 37 minutos, Maseko fez uma excelente jogada individual pela direita, trouxe a bola para o centro e finalizou. A tentativa encontrou o braço de Sulc dentro da área. Bem posicionada e segura, a árbitra americana Tori Penso assinalou imediatamente a penalidade máxima. Sem hesitação, sem consulta ao VAR e sem necessidade de auxílio externo. Apenas a convicção de quem estava próxima do lance e tinha plena certeza da infração.
Na cobrança, Makoena mostrou a mesma segurança da árbitra. Bateu no canto direito de Kovár, sem qualquer possibilidade de defesa, decretando o empate que explodiu em comemoração no lado sul-africano e deixou um gosto amargo para os tchecos.
Palmas para a arbitragem
Se tecnicamente o jogo entregou menos do que prometia, a arbitragem merece um elogio à parte. A partida marcou a atuação de um trio inteiramente feminino, formado pela árbitra principal Tori Penso e pelas auxiliares Brooke Mayo e Kathryn Nesbitt. Em um confronto tenso, de elevada carga emocional e cercado por reclamações naturais de um duelo decisivo, a equipe conduziu os trabalhos com precisão e personalidade.
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Tori Penso, que ganhou projeção internacional ao apitar a final da Copa do Mundo Feminina de 2023, teve atuação praticamente irretocável. Aplicou a regra com critério, manteve o controle disciplinar da partida e, no momento mais importante da tarde, mostrou firmeza para marcar o pênalti que definiu o placar.





