É óbvio que a seleção brasileira é favorita na partida desta sexta-feira contra o Haiti. Porém, a expectativa de uma goleada visando fazer saldo na busca pelo primeiro lugar no Grupo C da Copa do Mundo poderá ser frustrada. Nem tanto pela desconfiança criada sobre a equipe de Carlo Ancelotti após a decepcionante estreia contra Marrocos. É que a seleção caribenha já não é tão frágil como, por exemplo, aquela que levou 7 a 1 dos brasileiros dez anos atrás, na Copa América Centenário, realizada também dos Estados Unidos.
Apesar de ser a seleção com pior ranking entre as 48 que disputam a Copa, o time treinado pelo francês Sébastien Migné mostrou nos jogos mais recentes — dois amistosos, com vitória por 4 a 0 sobre a Nova Zelândia e derrota para o Peru por 2 a 1, e a estreia no Mundial, no revés por 1 a 0 contra a Escócia —, alguns aspectos interessantes. Tem forte poder de marcação e se vale da força física da maioria de seus jogadores. Tem também alguns atletas bastante velozes. É adepta das transições rápidas.

Basicamente, o Haiti joga no 4-4-2, e se fecha bem quando atacado. Nessas situações, apenas o grandalhão Pierrot (1,94 metro de altura) fica um pouco mais avançado. O restante do time procura voltar em bloco, visando fortalecer o bloqueio defensivo. Com a bola, há a preferência pelas investidas em velocidade pelos lados para possibilitar cruzamentos para Pierrot e também o bom atacante Isidor. As bolas alçadas na área adversária são um dos pontos fortes da equipe.
Haiti deve esperar o Brasil na defesa
Porém, há momentos em que as triangulações são usadas como maneira de procurar abrir espaço na defesa rival. Para isso, o habilidoso meia Bellegarde tem papel fundamental. As investidas haitianas pelo lado esquerdo, com o lateral Experience e o meia-atacante Providence merecem atenção.
Contra o Brasil, certamente o Haiti não vai ser tão “assanhado” como na estreia. Contra a Escócia, o time de Migné teve mais posse de bola, atacou bastante e em vários momentos propôs o jogo franco, e pareceu à vontade. Também voltou a mostrar uma grande dificuldade em concluir as jogadas (finalizou 15 vezes), por precipitação e ansiedade. Defeito que já havia sido registrado no amistoso preparatório contra o Peru, quando fez um ótimo primeiro tempo, criou inúmeras situações de gol, não soube aproveitá-las e na etapa final acabou por perder a partida.
É mais lógico esperar um Haiti com forte proposta defensiva, na tentativa de evitar sofrer gols e enervar a equipe brasileira. Se isso ocorrer, controlar a ansiedade também será importante para o time de Ancelotti.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Balanço positivo
A primeira rodada da Copa do Mundo teve um saldo amplamente positivo. Vários jogos de alto nível — o melhor deles Inglaterra 4 x 2 Croácia —, e tantos outros que, se não foram um primor técnico, tornaram-se emocionantes. E os principais craques justificaram a expectativa. Messi, Haland, Kane, Mbappé começaram a pleno vapor. Cristiano Ronaldo decepcionou, assim como as seleções de Brasil, Portugal e Espanha.
Sucesso de público
Mesmo com reclamações sobre o alto preço dos ingressos, a Copa do Mundo tem registrado estádios cheios. De acordo com a Fifa, 1.309.652 torcedores foram aos estádios nos 20 primeiros jogos. E na última segunda-feira, as quatro partidas foram assistidas ao vivo por 281.223 espectadores, recorde para um único dia. Superou os 277.070 registrados em 1994, na Copa dos Estados Unidos vencida pelo Brasil.





