É óbvio que a seleção brasileira é favorita na partida desta sexta-feira contra o Haiti. Porém, a expectativa de uma goleada visando fazer saldo na busca pelo primeiro lugar no Grupo C da Copa do Mundo poderá ser frustrada. Nem tanto pela desconfiança criada sobre a equipe de Carlo Ancelotti após a decepcionante estreia contra Marrocos. É que a seleção caribenha já não é tão frágil como, por exemplo, aquela que levou 7 a 1 dos brasileiros dez anos atrás, na Copa América Centenário, realizada também dos Estados Unidos.

Tudo sobre a Copa de 2026

Apesar de ser a seleção com pior ranking entre as 48 que disputam a Copa, o time treinado pelo francês Sébastien Migné mostrou nos jogos mais recentes — dois amistosos, com vitória por 4 a 0 sobre a Nova Zelândia e derrota para o Peru por 2 a 1, e a estreia no Mundial, no revés por 1 a 0 contra a Escócia —, alguns aspectos interessantes. Tem forte poder de marcação e se vale da força física da maioria de seus jogadores. Tem também alguns atletas bastante velozes. É adepta das transições rápidas.

Carlo Ancelotti tem a chance de mudar o Brasil para a partida contra o Haiti e a sequência da Copa / CBF

Basicamente, o Haiti joga no 4-4-2, e se fecha bem quando atacado. Nessas situações, apenas o grandalhão Pierrot (1,94 metro de altura) fica um pouco mais avançado. O restante do time procura voltar em bloco, visando fortalecer o bloqueio defensivo. Com a bola, há a preferência pelas investidas em velocidade pelos lados para possibilitar cruzamentos para Pierrot e também o bom atacante Isidor. As bolas alçadas na área adversária são um dos pontos fortes da equipe.

Haiti deve esperar o Brasil na defesa

Porém, há momentos em que as triangulações são usadas como maneira de procurar abrir espaço na defesa rival. Para isso, o habilidoso meia Bellegarde tem papel fundamental. As investidas haitianas pelo lado esquerdo, com o lateral Experience e o meia-atacante Providence merecem atenção.

Contra o Brasil, certamente o Haiti não vai ser tão “assanhado” como na estreia. Contra a Escócia, o time de Migné teve mais posse de bola, atacou bastante e em vários momentos propôs o jogo franco, e pareceu à vontade. Também voltou a mostrar uma grande dificuldade em concluir as jogadas (finalizou 15 vezes), por precipitação e ansiedade. Defeito que já havia sido registrado no amistoso preparatório contra o Peru, quando fez um ótimo primeiro tempo, criou inúmeras situações de gol, não soube aproveitá-las e na etapa final acabou por perder a partida.

É mais lógico esperar um Haiti com forte proposta defensiva, na tentativa de evitar sofrer gols e enervar a equipe brasileira. Se isso ocorrer, controlar a ansiedade também será importante para o time de Ancelotti.

SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin

Balanço positivo

A primeira rodada da Copa do Mundo teve um saldo amplamente positivo. Vários jogos de alto nível — o melhor deles Inglaterra 4 x 2 Croácia —, e tantos outros que, se não foram um primor técnico, tornaram-se emocionantes. E os principais craques justificaram a expectativa. Messi, Haland, Kane, Mbappé começaram a pleno vapor. Cristiano Ronaldo decepcionou, assim como as seleções de Brasil, Portugal e Espanha.

Sucesso de público

Mesmo com reclamações sobre o alto preço dos ingressos, a Copa do Mundo tem registrado estádios cheios. De acordo com a Fifa, 1.309.652 torcedores foram aos estádios nos 20 primeiros jogos. E na última segunda-feira, as quatro partidas foram assistidas ao vivo por 281.223 espectadores, recorde para um único dia. Superou os 277.070 registrados em 1994, na Copa dos Estados Unidos vencida pelo Brasil.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui