Leila Pereira não esquentou o assunto de uma possível reeleição no Palmeiras de graça, apenas para bater boca com opositores dentro do clube. Ela não se dá a esse trabalho, embora jamais tenha recusado uma boa discussão. Mudar o estatuto do clube e ganhar o direito de se candidatar para um terceiro mandato é o seu mais novo projeto. Leila vive de projetos. Permanecer no comando do Palmeiras é o seu desejo declarado. Ela fará tudo o que estiver ao seu alcance para conseguir isso, como enfrentar rivais dentro do clube e traçar alianças para obter os votos de que precisa para mudar a cartilha do clube.
O projeto para mudar o estatuto e dar a ela a oportunidade de concorrer novamente nas eleições de dezembro de 2027 será apresentado por um grupo de conselheiros aliados. A ideia existia, foi arquivada e voltou à tona. Nesse tempo, Leila “sentiu” o clube. O projeto está sendo redesenhado. A oposição, que não se mobiliza no Palmeiras há pelo menos dez anos, prefere os gritos pelos cantos e a indignação nas reuniões. É pouco. Isso não ganha jogo. Leila é mais astuta do que toda a oposição junta.

Leila bate boca em reunião
Na reunião desta terça, ela discutiu com o conselheiro José Corona Neto, que criticou o fracasso do time no ano. Leila chamou o desafeto de “covarde”.
O nosso estatuto prevê a possibilidade de ser alterado, tanto que nós alteramos várias vezes. Não existe golpe quando o conselho decide que o estatuto seja alterado e que isso seja ratificado pelo pelos associados.
LEILA PEREIRA
A presidente tem 100 conselheiros nas mãos, talvez 120, no máximo, de um grupo de 300 membros. Para mudar o estatuto, ela precisa ter maioria simples na votação. Ou seja: 151 apoiadores. Leila já percebeu que sua nova aventura não é nada impossível. São passos perfeitamente cabíveis para ela dentro do clube.
Mas como seria esse processo?
1 – Apoiadores apresentam o projeto
2 – O Conselho estuda o projeto
3 – O projeto é apresentado aos conselheiros
4 – Há debates sobre o texto
5 – O Conselho marca uma data para a votação
6 – Os associados ratificam a mudança
7 – Uma vez aprovado, o estatuto entra em vigor
8 – Leila lança sua candidatura para 2027
A presidente já corre o clube para fazer novas alianças com conselheiros mais antigos e capazes de lhe dar aliados. Mas também há uma liderança jovem nascendo no clube. Leila sabe disso. Os apertos de mão são para estreitar essa relação. Portanto, Leila será mais vista entre os associados a partir de agora. Ela está em campanha. Há muitos conselheiros fiéis e poucos para serem convencidos. Ela trabalha nas duas bandas. Não há qualquer discussão moral sobre a manobra administrativa por parte da presidente. Tudo está dentro das regras do jogo no Palmeiras.
É tudo na lei
Portanto, uma dirigente como Leila não está preocupada que as pessoas, os associados, a mídia e a torcida achem que ela está avançando sinais imorais dentro do clube. Ela já superou isso. E entende que não está. Leila defende ser do colégio palmeirense a decisão de permitir ou não que ela concorra a mais um mandato. E ela acredita que a maioria a quer no comando para um terceiro turno.
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Mas ela terá de enfrentar a oposição da Mancha Verde, que já ameaçou conselheiros sobre a mudança do estatuto. Não se sabe até onde essas ameaças podem ir. Mas a organizada já declarou oposição a Leila e a todos os conselheiros que votarem com ela no processo.





