O letreiro ainda não estava instalado, mas as placas nos arredores e os informativos dentro do estádio confirmavam que a era Nubank Parque começou na casa palmeirense. O Allianz Parque ficou no passado e na história. Oficialmente, foi a primeira vez que o campo foi aberto com o novo nome desde a troca para o Palmeiras e sua torcida após a Copa do Mundo. Mas a lembrança não será das melhores. O time de Abel Ferreira perdeu no Brasileirão.
Era o duelo válido pela 20ª do Campeonato Brasileiro, diante do Atlético-MG, que lutava para se meter no bloco intermediário da tabela. Se mudou o nome do estádio, o conteúdo não era exatamente grande novidade. Empurrado pela torcida, o Palmeiras apostou em uma estratégia de muita posse de bola contra um rival que se prendia na defesa para tentar um ataque certeiro.

Com uma boa “ajuda” de Carlos Miguel e da falta de agressividade nas finalizações do Palmeiras, o plano do Atlético Mineiro deu resultado: vitória por 2 a 1. A “sorte” do líder Palmeiras não esteve em São Paulo, mas no Rio. No Maracanã, o Flamengo empatou com o São Paulo por 1 a 1, o que impediu que o rubro-negro diminuísse bastante a diferença. Mas tirou um ponto. O Palmeiras manteve a ponta, mas a diferença em relação ao vice caiu para seis pontos. No Nubank Parque, os donos da casa ficaram devendo.
‘Quase’ um tiki-taka
Os 70% de posse de bola (chegou a 75%) contra 30% dos mineiros no fim do 1º tempo, como indicou o SofaScore, não foi um número mentiroso. A bola em poder do Palmeiras era no campo de ataque, girando de um lado para o outro, de pé em pé. Ainda que com troca de passes rápida e movimentação, a postura defensiva do Galo travava as intenções alviverdes. O time de Abel não conseguia criar chances efetivas de gol.
Paulinho, dessa vez titular, era o cara da referência, acionado com frequência pelos participativos Jhon Arias e Maurício, além do suporte intenso de Marlon Freitas e dos laterais Piquerez e Giay. O volume, no entanto, não fez o goleiro Everson realmente ter de sujar o uniforme.
Carlos Miguel do céu…
Apesar de o Palmeiras aparecer muito mais no ataque, a principal chance da etapa inicial foi atleticana. Em belo cruzamento de Bernard, Cassierra conseguiu a finalização e Carlos Miguel operou um verdadeiro milagre para salvar os donos da casa.
Mas não será pela defesa que o camisa 1 do Palmeiras será lembrado nesta partida. Aos 10 minutos do 2º tempo, Cassierra abriu a jogada e finalizou uma bola que parecia despretensiosa. Fraca até. Só que Carlos Miguel defendeu tentando encaixá-la e deixou a bola escapar de forma inacreditável. Foi um movimento esquisito, estranho. Um erro técnico, daquelas cenas que facilmente poderiam estar num compilado de erros grosseiros no futebol. Victor Hugo, que não teve culpa da bobagem do goleiro palmeirense, só jogou a bola para as redes: 1 a 0.
Tudo ou nada? Nada
Atrás no placar, Abel Ferreira foi para o tudo ou nada e jogou o seu time pra frente. De forma desorganizada. Retirou defensores para colocar jogadores com características mais ofensivas. Um deles foi Felipe Anderson no lugar de Giay. Por conta disso, ele assumiu a ala direita. Na frente, o camisa 7 correspondeu. Aos 29 minutos, ele mostrou muita calma ao receber a bola na área de Arias e limpar o defensor para mandar para as redes – a bola ainda raspou na defesa e na trave antes de matar Everson. Era o empate e a faísca para virar o marcador. Mas se houve o bônus, houve também o ônus de avançar a equipe. E ele veio com o mesmo Felipe Anderson.
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Depois que Minda recebeu o lançamento em velocidade na frente da área, o meia-atacante era o único na marcação. Felipe Anderson fez o que pôde. E não pôde muito. Não é, de fato, o seu forte. Ele perdeu a disputa e Carlos Miguel, mais uma vez, saiu mal no lance. O atacante do Atlético só rolou a bola para Igor Gomes completar e dar números finais ao jogo: 2 a 1. O gol saiu dois minutos depois de o Palmeiras empatar.
“Conseguimos controlar boa parte do jogo, mas não abrimos o placar antes e isso dificultou porque eles vieram bem defensivos. Depois do gol, creio que ficamos descobertos atrás. É uma derrota que a gente sente muito porque queríamos apresentar um bom futebol. Mas não é porque perdemos que está tudo errado, estamos evoluindo, demonstramos isso fora de casa”, disse Felipe Anderson.





