Parecia que a vaca do Arsenal tinha ido para o brejo: e justamente no último lance do jogo do clube contra o West Ham, fora de casa. Quando o cronômetro do árbitro inglês Chris Kavanagh marcava cinco minutos do tempo adicional, logo após a cobrança de um escanteio, Callum Wilson marcou o que parecia ser o gol de empate do time local.
Isso significaria que o Manchester City, que ainda tem chances de faturar o título da Premier League, poderia empatar a disputa pela liderança. Neste caso, o saldo de gols poderia definir o campeão da temporada. Mas o pesadelo do clube vermelho e branco de Londres durou apenas alguns minutos. Alertado pela equipe do VAR, o juiz anulou o gol por falta de Pablo, que se apoiou no braço esquerdo do goleiro David Raya no lance que originou o gol. Foi falta.

Mesmo pressionado pelos jogadores do West Ham e por um estádio inteiro que vaiava, o árbitro manteve a sua decisão. E, com isso, mexeu com as duas pontas do campeonato. Agora, para conquistar um título que não conquista há 22 anos, o Arsenal precisa de duas vitórias – uma dentro de seu estádio, contra o já rebaixado Burnley, e a outra diante do Crystal Palace.
O caminho do Arsenal
Será fora de seus domínios, mas contra um adversário mais focado na final da Liga da Conferência da Uefa, que pode lhe assegurar o primeiro título europeu de sua história. Enquanto isso, na parte de baixo da tabela, o Tottenham abriu uma vantagem de um ponto contra o West Ham na briga para fugir do rebaixamento.
Igualdade de forças
Apesar de lutarem por objetivos completamente diferentes no mesmo campeonato, a ansiedade e o nervosismo dos dois times em campo nivelou a partida. Apesar de ter criado mais chances para abrir o marcador, o Arsenal quase se complicou.
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Aos 33 minutos, Mateus Fernandes perdeu uma chance cara a cara diante de David Raya, que esticou a sua perna direita – e defendeu no reflexo. Em um jogo que nesta altura estava lá e cá, o Arsenal matou a partida: Odegaard, que tinha saído do banco de reservas, descolou um passe para Trossard acertar um chute da marca do pênalti, que desviou na zaga sem defesa para o goleiro Hermansen.
Até aquela altura, quando não era ele defendendo, a trave estava impedindo que o jogo saísse do 0 a 0. Em um jogo em que qualquer um dos dois times poderia ter saído de campo com a vitória, o Arsenal mostrou que reencontrou a sorte de campeão que há 22 anos insiste em fugir do clube. Nesta corrida rumo ao título, o Manchester City, de Pep Guardiola, está por um milagre.





