Entra ano, sai ano, e o Palmeiras segue sendo o Palmeiras — com a assinatura inconfundível de Abel Ferreira. Mesmo em mais um processo de reformulação de elenco, simbolizado agora pela despedida de Weverton, negociado com o Grêmio, o time inicia a temporada reforçando uma ideia que já virou identidade: futebol de regularidade, eficiência e compromisso absoluto com o resultado. Se não dá para dar espetáculo, que se jogue por uma bola, que ela há de aparecer.

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Ainda longe de qualquer brilho maior — até porque o ano mal começou —, o Palmeiras não negligencia as oportunidades que aparecem. Sabe competir, sabe sofrer e, sobretudo, sabe ganhar. O clássico com o Santos, disputado na noite desta quarta-feira em Barueri, é um espelho fiel dessas constatações. A vitória por 1 a 0, com gol de Allan no fim do primeiro tempo, reforça a sensação de que o Palmeiras tem uma cartilha clara para seguir e, quem sabe, recuperar em 2026 os títulos que ficaram pelo caminho na temporada passada.

Jogadores do Palmeiras fazem festa para a despedida do goleiro Weverton antes do clássico com o Santos / Palmeiras

Como era de se supor, o jogo esteve longe de ser um primor técnico. O clássico refletiu os impactos evidentes da falta de uma pré-temporada minimamente decente. Pouco tempo de treino, descanso insuficiente entre um ano e outro, ausências importantes e uma clara falta de ritmo de competição dos dois lados. O resultado foi uma partida truncada, com poucos espaços, muitas disputas e raras chances reais de gol.

Gol de Allan

Nesse cenário, prevaleceu quem há cinco anos segue um roteiro bem estabelecido. O Palmeiras de Abel é um time de organização tática rigorosa, de compromisso quase dogmático com as missões definidas no vestiário e de confiança absoluta nos repentes decisivos de seus jogadores-chave. Como essa joia da base chamada Allan, que iniciou e terminou a jogada do gol que definiu o clássico.

Allan marcou o único gol da vitória do Palmeiras sobre o Santos: mais três pontos e a liderança do Paulistão / Palmeiras

Quando ainda não havia sequer finalizado a gol, aos 40 minutos da etapa inicial, uma bola dividida no meio-campo sobrou no pé de Allan. O meia tocou em profundidade para o avanço de Flaco López, que, já dentro da área e em condições de finalizar, teve a lucidez de girar o pé e rolar para trás. Allan apareceu livre, como quem entende o tempo do jogo, para empurrar para a rede. Um gol que premia dois dos melhores jogadores do Verdão na noite e reforça as convicções de Abel, que não se cansa de repetir: o Palmeiras pode não ganhar tudo, mas nunca abre mão de buscar o resultado.

E poderia ter ampliado. Aos 95 minutos, num contra-ataque em velocidade, o time só não fez o segundo porque o goleiro santista operou um verdadeiro milagre.

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O Santos, de Vojvoda, foi competitivo, não se acovardou diante de um adversário mais ajustado e, em alguns momentos do primeiro tempo, até pareceu mais próximo de abrir o placar. Ficou difícil, no entanto, entender a opção do treinador por iniciar o clássico sem Gabigol — talvez preservado pelo gramado sintético ou pelo receio de sobrecarga tão cedo na temporada. Mesmo com sua entrada na metade do segundo tempo, o Santos não teve força para mudar o roteiro. Até porque também faz parte do plano de Abel saber controlar o jogo quando está à frente no placar.

Moral da história: o ano mal começou e o Palmeiras já lidera o Paulistão, com duas vitórias seguidas por 1 a 0. Sem alarde, sem espetáculo, mas com método, convicção e resultado. À moda de Abel!

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