Os primeiros relatos dos Estados Unidos dão conta de pessoas situadas abaixo de cartazes indicativos dos jogos do Mundial de Clubes da Fifa, que, questionadas, não sabem do que se trata o torneio. Era assim também na Copa do Mundo de 1994, no mesmo país. Na chegada a San Francisco, trajeto para Los Gatos, onde a seleção brasileira se hospedava, ou para Santa Clara, onde treinava, não havia sinal de Copa do Mundo. Também na sexta-feira, dia 17 de junho, mesma data do jogo de abertura entre Alemanha e Bolívia, em Chicago. Neste dia, estava em Los Angeles, véspera de Colômbia x Romênia. Nada de Copa nas ruas.

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Sábado de manhã, torcedores latino-americanos, não apenas os colombianos, saíam de todos os cantos da cidade em direção ao Rose Bowl, para a estreia da Colômbia, candidata ao título na visão de boa parte dos críticos, Pelé incluído.

Sedes do Mundial de Clubes da Fifa: o futebol dos times está espalhados pelos Estados Unidos / Fifa

O jeito inicial da Copa do Mundo de clubes é o mesmo. Quando a bola começou a rolar com os times da América do Sul, o bicho pegou. A torcida vai sair de todos os cantos, em Miami, Orlando, costa oeste. Só que há muitos clubes de outros lugares, muita gente disposta a ver os gigantes Real Madrid, Manchester City, Bayern e Paris Saint-Germain. Muito menos por Al-Hilal, Al-Ain, Espérance e Al-Ahly.

Copa do Mundo de seleções pegou

Este é o grande desafio da Fifa. Construir um torneio de 32 clubes que envolva o mesmo interesse dos torneios de seleções, ainda que a maior parte dos analistas julgue que ninguém mais pensa em jogos de times nacionais. Não parece tão simples a Copa de Clubes pegar como pegou a Copa de 1994, a de maior público em todos os tempos. Mas pode. O público latino, que vive nos Estados Unidos, pode lotar estádios, mesmo que esteja silencioso nos primeiros dias.

Só que não é uma certeza para todas as partidas. Incrível que justamente às vésperas da primeira Copa do Mundo de Clubes, chamada assim e cuidada como diamante pela Fifa, o futebol de seleções dê sinais de renascimento com a Liga das Nações. Não se falou de outra coisa, além de Cristiano Ronaldo, no início desta semana. Talvez de Lamine Yamal, mas de Espanha x Portugal em especial. Incrível renascimento!

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Não é que o futebol de clubes seja mais forte hoje do que no passado. Em 1958, a torcida do Corinthians gritou o nome de seu time e não da seleção brasileira, queria Luizinho, o Pequeno Polegar, no lugar de Pelé. Sempre se sentiu mais pelo clube.

E, no entanto, o Super Mundial, Copa do Mundo de Clubes, precisa alcançar o apelo que a Liga das Nações conseguiu. Não dá para duvidar, ainda. O público latino, os imigrantes que Donald Trump odeia, pode fazer muito bem este serviço.

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