Foram duas faltas diferentes na intensidade e na leitura na final da Libertadores cometidas por Raphael Veiga, do Palmeiras, e Pulgar, do Flamengo, mesmo a despeito de alguns jornalistas entenderem que elas foram iguais. Porque não foram. Mas as duas foram passíveis de expulsão. A falta cometida por Raphael Veiga ocorreu aos 13 minutos, numa entrada dura, por cima da bola em Arrascaeta.
O meia do Palmeiras ganhou amarelo, mas poderia ter sido vermelho. Mas o cartão pode ser discutido. A falta, não. No Brasil, o VAR teria chamado o árbitro e o orientado a mudar a cor do cartão.
Mas a falta de Pulgar em Bruno Fuchs foi uma agressão sem bola. O árbitro disse que não houve intensidade na jogada, de acordo com informações do Palmeiras. Mas nem precisava. Pulgar esqueceu o jogo e foi com os cravos da chuteira direto na canela do zagueiro. Esse lance aconteceu aos 30 minutos. Não era nem para discussão se tivesse ocorrido no Brasileirão. E flamenguista nenhum teria coragem de reclamar. Pulgar tinha de ter sido expulso. “Estou feliz por ter ficado em campo”, disse depois.

Com um jogador a menos de marcação no meio de campo, o Flamengo poderia ter se complicado em Lima. Nunca saberemos isso. O fato é que a arbitragem de campo prejudicou o Palmeiras. E o VAR, que nasceu da responsabilidade de corrigir erros de uma partida e tornar o jogo mais justo, não entrou em campo. Ou seja: o VAR no continente não presta para nada. Nunca prestou, mas agora isso parece claro.
Raphael Veiga e Pulgar
Portanto, houve uma falta passível de expulsão, a de Raphael Veiga, e uma agressão para expulsão direta, a de Pulgar. Como nenhuma delas aconteceu, o jogo seguiu e o Flamengo ganhou do Palmeiras por 1 a 0, com gol de Danilo, e coroou a sua campanha. A leitura é que o VAR poderia ter deixado o jogo mais justo nesses episódios.
Até mesmo se tivesse “expulsado” os dois jogadores, ninguém jamais saberá o que aconteceria entre 10 contra 10. Mas não houve nada disso. E houve pouca reclamação dentro de campo dos dois lados, bem diferente do que ocorreria no Brasil.
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O Palmeiras deve fazer uma representação na Conmebol para marcar território e, de certa forma, manifestar o seu descontentamento. Mas sabe que já era. É um procedimento no futebol brasileiro e da América do Sul. O árbitro errou. E o VAR foi banana.





