Agora são seis partidas seguidas que o Palmeiras não vence na temporada. Uma situação inadmissível para um time que investiu R$ 700 milhões, fez jogos memoráveis no ano, mas parou de jogar. São muitas partidas sem ganhar: quatro derrotas e dois empates entre Brasileirão e a final perdida da Libertadores para o Flamengo. Em 2021, o time, já com Abel, ficou sete partidas sem vencer.
Abel, como venho escrevendo, perdeu a mão e as ideias. Para piorar o fim de temporada melancólico do time, os jogadores pararam de jogar. Esse Palmeiras reformulado já podia responder melhor. Portanto, a explicação de Abel para o fracasso na Libertadores convence até a página dois. A melhor descoberta dos últimos meses foi Allan. Mas o treinador ainda não confia totalmente nele. É o único capaz de oferecer a tal irreverência que Abel comentou. Mesmo assim, o técnico o sacou no segundo tempo em Lima. Ninguém entendeu. Ele não estava machucado nem cansado.

A bola não chegou como deveria para Allan na direita. Ou chegou poucas vezes. E não chegou por dois motivos: os companheiros ainda não conseguem enxergar nele a melhor opção de ataque, como era com Estêvão, e o meio de campo do time inexiste.
Flaco e Vitor Roque
É visível também que a dupla Flaco López e Vitor Roque emperrou. Os atacantes já não se encontram mais pelo campo, não trocam passes nem ideias. Abel demorou para perceber que eles podiam atuar juntos e agora demora para entender que precisam de novas orientações.
Os erros individuais também mataram o Palmeiras no Peru e nessas últimas partidas sem ganhar. Murilo não joga com confiança. Fuchs deve ser titular com dois zagueiros, mas também precisa jogar mais e errar menos passes. A direita está sem dono. Andreas Pereira não encontrou sua posição. Raphael Veiga é um bom reserva. O Palmeiras não tem meio de campo. Os volantes não dão conta e os armadores não têm qualidade. Falta um jogador para passar a bola. O clube gastou R$ 700 milhões e não contratou esse atleta. Abel acreditava em jogadores que não são o que ele pensava. Há uma lista deles no elenco, principalmente de volantes.
Abel no divã
Mas o que mais chama a atenção é a estagnação de Abel e de suas ideias. A próxima página do livro está em branco. Esqueça a partida contra a LDU no Allianz Parque. Há naquela vitória histórica mais méritos dos jogadores, de Allan, do que do treinador. Abel tem comentado que o seu trabalho é pautado e avaliado por uma série de atividades no clube, mas ele responde primordialmente pelo futebol. E o futebol do Palmeiras passa fome.
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Suas ideias confundem os atletas. Eles jogam a pedido do técnico e não com suas características naturais. Estão fora de posição. Abel tem de pensar menos na marcação e mais na forma de atacar seus oponentes. Faltam ideias e coragem para ele também. Faltou ousadia em Lima. Abel precisa ir para o divã.





