De Lille
Era para Estêvão ter cobrado o segundo pênalti que a seleção brasileira teve contra a Tunísia, aos 30 minutos do segundo tempo, marcado pelo árbitro francês, desta vez sem precisar ir ao VAR. Ele viu o atacante brasileiro, Vitor Roque ser puxado pelo volante tunisiano Sassi, dentro da área, e não teve hesitação. Mas foi o meia Lucas Paquetá quem ajeitou a bola na marca da cal – e a acabaria isolando, chutando-a nas nuvens, por cima do travessão do goleiro Dahmen. Por que Estêvão não cobrou? Por uma ordem direta dada pelo técnico Carlo Ancelotti.
Com a palavra os envolvidos. “Veio uma mensagem para ser o Paquetá”, disse Estevão, cercado pelos microfones, quando passou na Zona Mista. “Estava com muita vontade de bater, mas veio a ordem e dei (a bola) para meu companheiro.” Quem transmitiu a decisão tomada pelo treinador foi Marquinhos, o zagueiro e capitão da seleção brasileira, que ouviu a ordem, vinda do banco de reservas. Era mesmo para Lucas Paquetá cobrar aquele pênalti.

Pouco antes disso, na sala de Conferências da Decathlon Arena, o próprio treinador contou o que havia acontecido. “Pedi para que Paquetá batesse: ele é o cobrador de pênaltis da seleção brasileira”, disse Ancelotti ao ser questionado sobre o assunto. “Fiz isso porque pensei que tiraria um pouco da pressão do Estêvão e o Paquetá, geralmente, cobra muito bem.”
O que disse Paquetá
Mas não foi o que aconteceu em Lille. Para explicar o que ocorreu, com a palavra, o próprio Lucas Paquetá. “A ansiedade de querer marcar (o gol) acabou me prejudicando um pouco”, disse o meia, um dos últimos a passar diante dos jornalistas nos corredores da zona mista. “Estou muito habituado a cobrar no meu clube, mas não esperei da maneira que eu espero. Não é assim que eu treino”, disse. No fim da história, o que interessa é que a cobrança foi mal batida e o Brasil desperdiçou a oportunidade de virar a partida contra a Tunísia, a quinze minutos do fim do jogo. Que sirva de lição.







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